Hoje passei por uma das maiores provações da minha vida!
Vi literalmente alguém conhecido mas que não é familia a morrer nos meus braços e nos braços de todos os que se juntaram para ajudar.
Tudo isto faz-me pensar na efemeridade da vida, em como hoje somos tudo e temos o mundo aos nossos pés e amanhã somos uma simples poeira, esquecida no vento!
O que é que se faz numa situação destas? O que é que se diz aos familiares?
Sinto muito mas dei assistência desde o primeiro momento?!
Tudo parece muito pouco, muito vago e vazio...
O sentimento de querer fazer algo mais, de querer dar vida, de recordar coisas que já passamos na vida apodera-se de nós e por vezes não temos reacção.
Eu lembrei me do meu avô que não morreu aos meus braços, mas foi das pessoas mais importantes da minha vida e já me deixou, já me falhou e eu também queria que ele tivesse reagido mais tempo, que tivesse lutado mais contra o fantasma negro!
Lembrei-me da minha tia que também vi morrer numa cama de hospital por negligência médica e que falhou a todos nós: filhos, sobrinhos, cunhados, marido, mãe, etc...
A morte é uma condenação que todos trazemos á nascença só não sabemos quem será condenado primeiro, quem durará menos, quando chega a hora de cada um!
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