25/12/10

Acreditar

Que saudades sinto agora de quando era criança e da magia que o natal tinha em mim!
Era algo verdadeiramente contagiante ver-me a ensaiar peças de teatro com os meus primos para termos distração até chegada a hora de abrir presentes...
Faziamos mil e uma coisas: tocavamos viola ( a fingir), cantavamos músicas de natal, brincavamos ao chuva de estrelas, eu sei lá as mil e uma coisas que eu inventava.
Nessa altura era tudo fantástico, recebi sempre o que queria, até mais do que estava á espera...
Com o passar dos anos e com o respectivo crescimento, fui perdendo a magia, começei por me esquecer do mais importante que para mim era o meu momento de glória, quando colocava um copo de coca cola e umas bolachinas á laleira, para quando o senhor Pai Natal chegasse cansado de distribuir presentes aos meninos se podesse confortar com o mimo que eu lhe preparava! Aquele era um momento sagrado entre mim e o mágico.
Esse momento com os anos também desapareceu, e pior não o começei a incutir na minha irmã!
Hoje revi-me nessa fase, talves no Natal em que recebi as prendas com menos significado e que menos queria, relembrei me do bom que é ser criança e poder sonhar e acreditar, que um senhor fofinho vestido de vermelho, com uma barbas enormes vai descer pela minha chaminé e que me vai deixar o presente mais desejado.
Sei que a parte do presente não vai acontecer, mas os pequenos minutos em que preparei com o maior dos carinhos o lanche foram minutos onde tudo isso voltou a ser real e foram escassos minutos onde pude voltar a acreditar na magia do Natal!