É tão triste quando duas pessoas que supostamente se gostam não conseguem ficar juntas, por divergências de crenças, pensamentos, opinião ou até mesmo socialização!
Sabem tanto a sal as lágrimas que transportam tal sentimento de impotência perante tal situação...
É como se desde cedo soubessemos que amaremos incondicionalemente mas esse amor nunca será concretizado; é como nascermos a pensar que vamos ser felizes, mas em anos e mais anos de vida nunca tocarmos a felicidade...
Eu entendo que para duas pessoas poderem estar juntas existe uma coisa fantástica que alguém inventou chamada cedências, mas nem sempre isso chega para quando as pessoas são como nós!
Cheias de ideias pré-concebidas da vida, cheias de sonhos, de valores e principios que talvés nem acreditamos a 100% mas que damos como dado aquirido da nossa existência porque sempre vimos assim e sempre convivemos com isso assim!
Ceder é importante desde que não faça com que deixemos de nos sentir nós próprios, desde que continuemos integros a nós e que consigamos respirar.
Neste momento pergunto-me eu se não é possivél amar e ser amada mas com divergências de pensamentos?!
As respostas que me invadem a alma são multiplas mas nenhuma a concreta ou a correcta.
E neste caso não tem só e exclusivamente a ver com o que eu estou disposta ou não a abdicar ou a ceder mas também o quanto estão dispostos a aceitarem me como sou....!
Sou bicho do mato, uma fera impossível de domesticar... sempre assim o fui!
Sou tão parecida ao meu avô nisso.... a sensação de prisão não é para nós, queremos amar e viver o nosso felizes para sempre mas com asas daquelas que não magoam ninguém, daquelas que precisamos de ter para nos sentimos felizes, vivos e nós próprios....!
Tudo aquilo que dou como adquirido de ser eu , sou mesmo eu, independentemente se foi assim desde que nasci ou se foi crescendo em mim com as minhas vivências e experiências.
Hoje sou assim... uma rebelde, uma indaptada num mundo tão cheio de preconceitos: familia, escola, amigos ou grupos de pares, empregos, acho definitivamente que sou uma indaptada na vida em geral e é nessas alturas que paro e penso em tudo aquilo que sempre fiz só para me sentir aceite, só para sentir que as pessoas que me rodeavam gostavam verdadeiramente de mim....e vejo/sinto que foi quase tudo em vão... esta luta/guerra dura em mim desde que me conheço por gente e nem por isso hoje quase nos 25 anos me sinto adaptada a nada!
Sempre fui a menina no meio dos "homens", que as outras meninas odeiam porque esta se dá aparentemente bem com eles, sempre fui a menina que sente e pensa muitas vezes há homem para se conseguir encaixar em algum lado...
Talvés a maioria das pessoas não tenha ideia da frustração que existe dentro de alguém que sente sempre que não pertence a lado nenhum, a pessoas nenhumas....
É uma frustração corosiva que mata por dentro, que nos deixa a cada dia mais pequenos...
Eu começei a escrever isto a pensar em nós e acabei por divagar e verter algumas lágrimas a pensar também em mim e na única pessoa que conheco que se sentia tão inadaptada como eu: o meu avô!
Provavelmente por isso ele seja essa pessoa tão especial para mim que me ensinou tanto... mesmo nunca se sentindo adaptado vivia feliz, coisa que eu não consigo fazer! Vivia como muitos dizem á maneira dele, uma forma tão típica que quase todos rejeitam á partida mas que o fazia sentir se tão feliz!
Gostava de ter essa capacidade, essa coragem de mandar tudo para trás das costas e viver á minha maneira, dentro ou fora das padrões convêncionais...
A vida é tão curta e ele mostrou me isso, é imperdoável desperdiçar qualquer segundo.
2 comentários:
aprende a escrever pahhh :P
pré-concebidas... ok ? hihihi ***
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